A apresentação de um pequeno excerto do Manifesto Comunista escrito por Marx e Engels (1848), apresenta-se neste post como o arranque para a abordagem que iremos fazer em torno do Materialismo Histórico, entendido este como concepção do processo histórico oposta à do Idealismo, que teve como representante máximo, Hegel.
As questões que consubstanciam esta teoria (ou corrente socio-económica), assim como as consequências sociais de si resultantes e as discussões que ainda hoje suscita justificam, por si só, que lhe seja dada uma atenção particular, na senda da sua efectiva compreensão.
É nossa intensão documentar, o mais possível, as sínteses que iremos apresentar, assim como os protagonistas envolvidos, factos ou acontecimentos destacados.
Para já, o Manifesto é o nosso ponto de arranque. A partir dele, desenvolveremos raciocínios que visam registar vertentes que importam atender para melhor compreender uma visão específica da evolução da História, onde o elemento "classe" é absolutamente essencial para a sua justificação.
MANIFESTO COMUNISTA (1848)
"(...) A história de toda a sociedade até hoje é a história da luta de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, burguês da corporação e oficial, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em constante antagonismo entre si, travaram uma luta ininterrupta, umas vezes oculta, aberta outras, uma luta que acabou sempre com uma transformação revolucionária de toda a sociedade ou com o declínio comum das classes em luta."
A partir desta ideia, toda uma teorização com grau razoável de complexidade se desenvolve. Importa, no entanto, referir, que o Materialismo Histórico e as ideias a si inerentes estão presentes em muitos outros escritos de Marx, Engels ou de ambos, sendo que é através desses textos que a afirmação de um pensamento com uma determinada linha e com um objectivo específico evolui, amadurece e se vai espalhando em termos de divulgação pública e com um alcance geográfico cada vez maior.
Esse conceito de Materialismo Histórico nasceu com Engels em relação a
interpretação histórica proposta por Marx de que os fatores econômicos
são preponderantes na história. Esse reducionismo economicista é mais um
dos materialismos. Para Marx o ser humano nada mais é que um produto das
relações de trabalho. Em suma, a tese do materialismo histórico é a de
que as formas que a sociedade adquire historicamente depende das
relações econômicas.
Marx na verdade inverteu a idéia de Hegel que dizia que é a consciência
do homem que determina sua vida. Para Marx a classe social a que o homem
pertence é que determina sua consciência. Quanto é determinado? Isso ele
nunca diz
Tem muitos estudiosos marxistas que querem tirar leite de pedra tentando
elevar Marx a uma categoria filosófica e econômica, mas filosoficamente
é tão pífio que a simples observação ao longo da história mostra que a
mera posição social é insuficiente para determinar um destino, a
história. A contradição é congênita pois como é que uns burgueses como
eles, pois Marx era judeu, da classe burguesa, como ele poderia pensar
como um proletário? Como a luta dos proletários poderia ser pensada por
burgueses? A vida burguesa só poderia produzir pensamentos burgueses,
segundo a sua própria teoria de que a condição social determina as
idéias. Essa é a primeira de uma série de contradições das idéias de
Marx.
Economicamente também é uma tragédia, visto nenhuma economia comunista
ter tido sucesso ao longo da história. Experimentos com as
pseudo-teorias de Marx não faltaram. Marx foi testado em Cuba,
Afeganistão, Ex-URSS, Polônia, China, Etiópia Romênia, Ex-Iugoslávia,
Argélia, Angola, Coréia do Norte.Ao final: tirania, miséria, corrupção e
máfia.
Marx garantiu que o estado marxista diminuiria. Ele agigantou-se. Marx
garantiu que a revolução seria em nações capitalistas avançadas. Ela só
ocorreu em nações pobres. Marx garantiu que a revolução melhoraria
imensamente a vida dos operários. Ela só deu riqueza a nova elite
estúpida e incompetente. Marx garantiu que os operários fariam as
revoluções. As revoluções foram feitas por ricos e intelectuais. Quanto
aos operários foram exterminados aos milhões.
Marx garantiu que o socialismo seria seguido do comunismo. O que sempre
seguiu o socialismo foi o capitalismo mafioso. Marx garantiu que o
socialismo enterraria a idéia de Deus. Mais de 70 anos de socialismo e
as repúblicas ex-soviéticas da Ásia central estão todas baseadas no
alcorão. Os camponeses russos, após a queda do murto, correram para
reabrir suas igrejas e rezar sem medo.
Marx garantiu que o socialismo encerraria idéias nacionalistas. A
explosão de nações ditas socialistas foi enorme. O regime socialista
mais famoso não foi o russo mas o alemão. O nazismo é Nacional
Socialismo, com toda aquela ladainha contra os burgueses, encarnados nos
judeus, e tudo mais. Todas as profecias de Marx eram falsas. Todas as
suas propostas para a melhora da vida dos operários só deram em miséria.
Mais de 100 milhões foram exterminados, de 1917 até hoje.
Claro que podemos observar que certas condições econômicas conduzem um
país e seu povo a determinado destino, mas outros fatores, e as vêzes
mais preponderatemente, colaboram no processo histórico, como a cultura,
as crenças, a moral. Como explicar que o Japão, paupérrimo em riquezas
naturais, seja mais rico que o Brasil, riquíssimo em potenciais
econômicos? Há milhões de exemplos onde podemos ver outros fatores
determinando o sucesso ou insucesso econômico de uma nação. A religião,
ou a crença de um povo, é um dos fatores mais frequentes.
Engels fez do materialismo histórico um dogma gerando todo um modelo de
explicação do mundo, alimentando todo o movimento comunista
internacional contra o sistema capitalista de produção. Eles são mais
economicistas que os próprios capitalistas. Hoje não se pensa mais no
materialismo histórico como um dogma mas apenas como uma possibilidade
explicativa em determinadas circunstâncias. A inteligência está em se
detectar qual o fator mais preponderante em determinado caso. O
comunismo, atéu e materialista, só enxerga a luta de classes como o
ponto central da história da humanidade.
Marx era um mentiroso, preconceituoso safado. Para defender suas teses
ele burlou as próprias estatísticas nas quais estudava. Ele queria
provar que o capitalismo estava fadado a entrar em crise e que ele seria
substituído pelo socialismo e finalmente pelo comunismo. Esse fatalismo
histórico o consumiu e pra isso pesquisou muitas economias. Ao descobrir
que a inglaterra estava, para seu horror, crescendo e vencendo as crises
econômicas, pois o capitalismo vive mesmo de vencer a si próprio todo o
tempo, o que ele fez? Usou dados estatísticos de 30 anos antes. Isso é
charlatanismo científico, vigarice.
O Historiador Paul Johnson nos mostra que o salário do operário
britânico eram em 1800 muito maiores. Em 1850 eram mais do dobro de
1800. E em 1900 já eram mais do dobro de 1850. Cresceram a alimentação e
a saúde.O Palácio de Versalhes não tinha banheiros em 1800. Cem anos
depois, em 1900, até as casas operárias londrinas tinham seu banheiro. A
educação fez progressos; já em 1819 a Prússia tornou a educação
obrigatória.
Quanto a ser o arauto do povo oprimido, defensor do proletariado,
balela. Ele tinha um filho com sua empregada que não podia comer na
mesma mesa.
Sua filha "legítima" namorava um latino, acho que era mexicano, que ele
não queria nem ver. Ele dizia os os latino americanos eram uns nojentos,
os párias da humanidade, ou algo assim. Era elitista até as barbas.
Marx dizia-se "pai dos operários" mas odiava pobre. Havia dúzias de
favelas em Londres nos tempos de Marx, mas Marx nunca pôs os pés
nelas.Marx exigiu revolução socialista e total dedicação de seus
seguidores. No entanto quando ocorreu a única tentativa de revolução
socialista com Marx vivo ele não apareceu. A chamada "comuna de Paris"
brilhou pela ausência de seu instigador.
Karl Marx sempre disse que a revolução somente se faria por meio da
violência, ele rejeitava qualquer possibilidade de implantar o marxismo
por meio da educação ou qualquer outro meio pacífico e inclusive dizia,
lamentando-se, que “para implantar o socialismo no mundo nós temos de
destruir no caminho uns quantos povos inferiores”, sic. Povos
inferiores????
Todo corpo teórico do marxismo é muito frágil e o conceito de verdade
objetiva está na verdade submetido à atividade da praxis revolucionária;
a absorção da lógica na retórica, da ciência na propaganda ideológica,
só.
Ou seja, tudo é mera propaganda de um mundo melhor. Esse mundo melhor
custou mais de 100 milhões de mortos.
A eficiência de um modelo econômico pressupõe teses bem estruturadas,
honestidade intelectual e por fim a competência administrativa.
Agora eu que te pergunto: Qual consequência poderia advir de uma falácia
sangrenta dessas?
Lendo o texto acima temos a leve impressão de que o manifesto e outros escritos de Karl Marx não passariam de mais um grande manual de enriquecimento da burguesia.
Não quero que pense que faço apologia ao Marxismo, porém devemos lembrar que, mesmo sem sabermos das reais intensões das teorias marxistas, o que o Manifesto nos mostra é um antídoto para a presente a alienção vivida pelo proletariado.É como se ele dissesse para o operário: "Olha só, vc é 50% da força e o burguês detém os outros 50%. O que seria dele se n fosse vc", tanto assim que o mundo assistiria a Revoluções importantíssimas. Se deu certo ou não, apenas um fato. O que interessa na verdade é pensarmos que existem determinados pensamentos na história que nos credibilizam força para a luta contra a tirania, que nos dão esperança para banir a eterna luta de classes que a terra está acostumada. O Marxismo é um forte exemplo de que a uniãopode levar o mundo a um precesso de mudança. A Revolução significa um caráter determinante da mudança.
Estou pesquisando sobre o materialismo para um trabalho , e gostei muito deste artigo.Obrigada
Afixado por: Selma Regina Navarro Garcia em outubro 21, 2004 08:42 PM