Qualquer que seja a corrente a que nos reportemos (e sobre a sua variedade já apresentámos post neste blog) ou o autor que salientemos, no âmago das teorias ou pensamento desenvolvidos, está sempre presente a questão relativa ao papel do indivíduo na História.
Com maior ou menor grau de intervenção no processo histórico, posicionado de uma ou outra forma face ao que quer que seja, esse papel é sempre uma realidade, independentemente das diferentes concepções, mentalidades e condicionalismos das épocas.
A abordagem a fazer da problemática pode levar-nos para vertentes de vária ordem. De entre estas destacamos as relativas:
- ao papel que os considerados e denominados grandes homens tiveram na História, assim como o papel do homem dito comum ;
- ao papel histórico da consciência humana face a forças objectivas identificadas;
- ao papel do homem entendido individualmente ou entendido em colectivo.
No que respeita especificamente ao papel do indivíduo na História (seja a título individual ou colectivo), podem ser descortinadas três realidades interpretativas, que ao longo dos séculos têm consubstânciado teorias e sistemas filosóficos :
1- O subjectivismo individualista, que entende o indivíduo como o verdadeiro agente da História, sendo da sua acção que resulta o processo histórico.
2- O objectivismo colectivista, que entende o indivíduo não como causa mas como efeito da evolução histórica, resultando esta, por seu lado, da interferência de forças objectivas.
3- O Personalismo, que entende o indivíduo, simultaneamente, como criador e produto da História.
No âmbito da primeira realidade interpretativa, chamamos a atenção para pensadores como Thomas Carlyle (1795-1881), Max Stirner (1805-1856) e Nietzsche (1844-1900); no que concerne à segunda, temos como exemplo marcante, Hegel (1770-1831); na terceira, Jacques Maritain.
Publicado por sandra em agosto 26, 2003 04:07 PM