Para introduzir a abordagem da problemática apresentada supra, registamos a seguinte cronologia:
1907
Fundação do Grupo Português de Estudos Feministas, por Ana de Castro Osório.
1909
Fundação da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.
1910 (5 de Outubro: instauração da República)
Leis do Divórcio e da Família
1911
Primeiras mulheres funcionárias públicas.
Criação da Associação de Propaganda Feminista, presidida por Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a exercer o direito de voto.
(É concedido o direito de voto aos portugueses com mais de 21 anos que soubessem ler e escrever, assim como aos chefes de família)
1914
Criação do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (CNMP), por Adelaide Cadete
1916
Criação da Comissão Feminina pela Pátria, da Cruzada das Mulheres Portuguesas e da Associação Feminista de Propaganda Democrática
1931
Os "chefes de família viúvas, divorciadas ou separadas" e "as mulheres casadas cujo marido está ausente nas colónias ou no estrangeiro" podem pertencer às juntas de freguesia
1933
Estendido o direito de voto às mulheres "maiores e emancipadas com família própria" para as Câmaras Municipais
1934
Direito ao voto e à elegibilidade para a Assembleia Nacional e para a Câmara Corporativa a algumas mulheres.
Têm lugar na Assembleia Nacional as primeiras deputadas, sendo estas Cândida Parreira, Maria Guardiola e Domitília de Carvalho
1936
Criação da Obra das Mães pela Educação Nacional (OMEN)
Criação da Associação Feminina Portuguesa para a Paz (AFPP), enquadradora de mulheres opositoras ao regime
1937
Criação da Mocidade Portuguesa Feminina (MPF)
Instituida a Licença de Parto