Publicado em 2002 pela Quetzal Editores, O enigma de Zulmira, da autoria de Vasco Graça Moura, é mais uma obra que nos remete para um período específico da História de Portugal, sendo que a acção decorre na 1ª metade dos anos cinquenta.
A personagem principal, Zulmira, é uma mulher que se envolve com um agente da PIDE (Esmeraldo), dando esse envolvimento origem a uma relação ambígua entre a actividade da polícia política e a do Partido Comunista Português.
De importante consideração, a existência de duas grandes vertentes neste romance:
- a relação entre sexo e moralidade na vida clandestina (referimo-nos às relações efectivadas por Zulmira);
- a relação psicológica estabelecida entre carcereiro e preso, em que o suposto senhor (Esmeraldo) se torna cativo da suposta escrava (Zulmira).
De registar que ao longo do texto temos o entrecruzar de três planos temporais: a época da história de Zulmira, a época em que ela é violentamente trazida à memória de uma das personagens e a actualidade, em que um jovem argumentista de cinema tenta descortinar os meandros mais complicados da história.
Publicado por sandra em outubro 12, 2003 05:24 PMÉ interessante a forma como arrumas as ideias. És uma optima crítica.
Afixado por: fernando esteves pinto em outubro 13, 2003 09:52 PMparece um robot a arrumar as ideias muito certinhas num armário.
nada é expontaneo ou emotivo,antes com um sangue frio que nunca tinha visto em ninguém.faz lembrar o insaudoso de santa comba dão.