outubro 23, 2003

A IMPORTÂNCIA DA PROPAGANDA PARA HITLER: a especificidade de "querer fazer crescer e organizar o Partido"

A chegada de Hitler ao poder exigiu um percurso. Nesse percurso, e em relação, ao Partido Nacional Socialista (chamando-se inicialmente "Partido Operário Alemão"), a propaganda levada a cabo assumiu um papel fundamental. E Hitler teve plena consciência disso.
Apresentamos em anexo o seu pensamento sobre o assunto, expresso em 1923, na sua obra Mein Kampf.

PROPAGANDA E ORGANIZAÇÃO
(Cap. XI)

(...) Depois da minha entrada no partido operário alemão [Outubro de 1919], tomei imediatamente conta da direcção da propaganda. Eu considerava este sector, naquele momento, como o mais importante de todos. (...) A propaganda devia preceder a organização, conquistando o material humano necessário a esta.
(...)
Para comandar é preciso ter capacidade para movimentar multidões. A capacidade intelectual nada tem que ver com a capacidade de comando. Por isso é completamente supérfluo discutir se há mais valor em criar ideias e finalidades do que em realizá-las. (...) A mais bela doutrina não tem nem finalidade nem eficiência se o Fuhrer não consegue empolgar as massas.
(...)
O dever da propaganda é recrutar partidários (...). Deste modo, a constante preocupação da propaganda deve ser no sentido de conquistar adeptos (...). A propaganda trata de impor uma doutrina ao povo inteiro (...). A propaganda estimula a colectividade no sentido de uma ideia, preparando-a para a vitória da mesma (...). A vitória de uma ideia será tanto mais fácil quanto mais intensa for a propaganda (...).
O primeiro dever da propaganda consiste em conquistar adeptos para a futura organização (...) O segundo dever da propaganda é a destruição do actual estado de coisas e a disseminação da nova doutrina
(...).
(...)
Por outras palavras: um cada grande movimento destinado a revolucionar o mundo, a propaganda terá, antes de tudo, de divulgar a ideia do mesmo. Incessantemente terá de esclarecer as massas sobre as novas ideias, atraí-las para as suas fileiras ou, pelo menos, abalar as suas antigas convicções. (...)
(...)
Como chefe de propaganda do partido, esforcei-me, não só por preparar o terreno para o desenvolvimento futuro da causa, mas também para assegurar, por uma compreensão exacta desses princípios, que a organização somente recebesse o melhor material humano.
(...)
A forma agressiva que se deu, naquele tempo, à nossa propaganda consolidou e garantiu a tendência extremista do jovem movimento, porque assim, efectivamente, o mesmo ficou constituído, salvo raríssimas excepções, de homens extremistas, capazes de assumir a responsabilidade de defensores da causa.
O efeito desta propaganda era tal que, dentro de pouco tempo, centenas de milhares não somente concordaram connosco mas desejavam a nossa vitória, embora, pessoalmente, fossem demasiado cobardes para fazerem o sacrifício de entrar para o partido.
(...)
A experiência trazida pelos resultados da propaganda deveria, quando se tratou da organização, afastar um certo número de hábitos actuais e estabelecer princípios que não existiam em nenhum dos partidos de momento.
(...)

Publicado por sandra em outubro 23, 2003 12:35 PM
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