Na sequência do post ontem editado, apresentamos o excerto do capítulo em que Hitler dá a conhecer a sua opinião sobre os judeus, evoluindo esta, da tomada de consciência da existência do "judeu" à admissão do ódio sentido, resultante de um conjunto de observações e consequentes conclusões.
Fonte: Mein Kampf (A minha luta).
CAPÍTULO II- Anos de estudos e de sofrimentos em Viena
"Ser-me-ia hoje difícil, senão impossível, dizer em que época o nome de judeu despertou pela primeira vez em mim ideias particulares. Não me recordo de ter ouvido pronunciar esta palavra na casa paterna enquanto o meu pai foi vivo. Creio que este digno homem teria considerado atrasadas pessoas que o tivessem pronunciado com uma certa inflexão. Ao longo da sua vida, ele tinha acabado por inclinar-se para um cosmopolitismo mais ou menos declarado que não são pudera impor-se ao seu espírito, apesar das suas convicções nacionais muito firmes, como se comunicara também a mim.
Na escola nada me levava a modificar as ideias recebidas em casa. (...)
Foi unicamente quando eu tinha catorze ou quinze anos que comecei a ouvir frequentemente a palavra judeu, sobretudo quando se falava de política. (...).
Em Linz, era muito reduzido o número de judeus. No decurso dos séculos tinham-se europeizado exteriormente e pareciam-se com os outros homens: eu considerava-os mesmo como Alemães. Não me apercebia da absurdidade desta ilusão, porque a sua religião estrangeira parecia-me ser a única diferença que existia entre eles e nós. Persuadido de que eles tinham sido perseguidos pelas suas crenças, as afirmações desfavoráveis feitas a seu respeito inspiravam-me uma antipatia que, às vezes, ia quase até ao horror. (...).
Foi assim que cheguei a Viena.
Completamente tomado pela abundância das minhas sensações no domínio da arquitectura, dobrado ao peso do fardo da minha própria sorte, não lancei, durante os primeiros anos, o mínimo volver de olhos para as diferentes camadas que compunham a população dessa enorme cidade. Se bem que, então, Viena contasse cerca de duzentos mil judeus num total de dois milhões de almas, eu não dei por eles. Os meus olhos e o meu espírito não foram capazes, durante as primeiras semanas, de suportar o assalto conjunto de tantos valores e ideias novas. Foi só quando, a pouco e pouco, se restabeleceu em mim a calma e estas imagens febris começaram a clarificar-se que eu pensei em observar mais atentamente o mundo novo que me rodeava e que, entre outras coisas, choquei com a questão judaica. (...)
Eu só via ainda no Judeu um homem de uma confissão diferente e continuava a reprovar, em nome da tolerância e da humanidade, qualquer hostilidade derivada de considerações religiosas. Em particular, o tom da imprensa anti-semita de Viena parecia-me indigno das tradições dum grande povo civilizado. (...)
Um dia em que eu atravessava a cidade velha, deparou-se-me subitamente uma personagem com caracóis negros e envergando um longo kaftan.
Será também um judeu? Foi esse o meu primeiro pensamento.
Em Linz, eles não tinham esse aspecto. Examinei o homem furtiva e prudentemente, mas quanto mais eu observava esse rosto estrangeiro e perscrutava cada um dos seus traços, mais a primeira interrogação que a mim mesmo formulara tomava no meu cérebro uma outra forma:
Será esse também um Alemão? (...)
É verdade que relativamente a um ponto, o de saber que não podia tratar-se de Alemães pertencentes a uma confissão particular, mas antes de um povo à parte, eu já não podia ter dúvidas; pois desde que começara a ocupar-me desta questão e que a minha atenção fora atraída para o judeu, eu não vis Viena sob um aspecto diferente. A toda a parte onde eu ia, via judeus, e quantos mais via, mais os meus olhos aprendiam a distingui-los nitidamente dos outros homens. O centro da cidade e os bairros situados a norte do canal do Danúbio estavam particularmente repletos duma população cujo aspecto exterior não tinha já qualquer traço de semelhança com os dos Alemães.
Mas, se eu tivesse ainda a menor dúvida sobre este ponto, qualquer hesitação teria sido definitivamente dissipada pela atitude de uma parte dos próprios judeus.
Um grande movimento, que tomara corpo entre eles e que adquirira em Viena uma certa amplitude, punha em relevo duma maneira particularmente frisante o carácter étnico da judiaria: quero eu dizer, o sionismo. (...)
Aliás, a limpeza, moral ou outra, desse povo era qualquer coisa de muito particular. Que eles tivessem muito pouco gosto pela água, era o que se podia aperceber ao observá-los e mesmo, infelizmente, muitas vezes, fechando os olhos. Aconteceu-me mais tarde ter enjoos súbitos ao sentir o odor destes portadores de kaftans. Além disso, os seus trajos apresentavam-se sujos e o seu aspecto não tinha nada de heróico.
Todos estes pormenores não eram já nada atraentes; mas era repugnância o que se sentia, quando se descobria subitamente, sob a imundície que os cobria, a sujidade moral do povo eleito.
O que dentro em pouco mais me fez reflectir, foi o género de actividade dos judeus em certos domínios, de que consegui a pouco e pouco penetrar o mistério.
Pois, havia acaso alguma torpeza, alguma infâmia fosse ela qual fosse, sobretudo na vida social, na qual o judeu ao menos não tivesse participado? (...)
Os factos inculpando os judeus acumularam-se diante dos meus olhos quando observei a sua actividade na imprensa, na arte, na literatura e no teatro. (...) Bastava já observar os anúncios de espectáculos, estudar os nomes dos autores dessas pavorosas produções para o cinema e o teatro em favor das quais os cartazes faziam propaganda, para que nos sentíssemos tornar por muito tempo o adversário implacável dos judeus. Era uma peste, uma peste moral, pior que a peste negra de outrora, que, nesses locais, infectava o povo. E em que doses maciças era fabricado e distribuído esse veneno! (...)
Decidi-me, então, a examinar cuidadosamente os nomes de todos os fabricantes das produções sórdidas que a vida artística revelava. O resultado desse inquérito foi sempre mais desfavorável à atitude que eu tinha observado até então para com os judeus. Por mais que o sentimento se tivesse revoltado, a razão não tirava menos as suas conclusões.
O facto é que nove décimos de todas as imundícies literárias, de tudo o que era afectação nas artes, das parvoices teatrais, devem pôr-se na conta dum povo que representa, quando muito, a centésima parte da população do país. (...)
Pus-me a examinar do mesmo ponto de vista a minha querida "imprensa mundial". (...): os colaboradores eram judeus. (...)
O papel que os judeus desempenham na prostituição e sobretudo no tráfico de brancas podia ser estudado em Viena mais facilmente do que em qualquer outra cidade da Europa ocidental, excepção feita, talvez, aos portos do Sul da França. (...)
Agora, eu já não tinha medo de elucidar a questão judaica. Sim, imporia a mim mesmo essa tarefa! Mas, enquanto eu aprendi a detectar a presença do judeu em todas as manifestações da vida civilizada e na prática das diferentes artes, esbarrei de repente com ele num lugar onde não esperava encontrá-lo.
Quando descobri que o judeu era o chefe da social-democracia, as escamas começaram a cair-me dos olhos. (...)
Acabei por odiá-los. (...)
Eu tinha aprendido, com efeito, o que falar significa para o judeu: unicamente dissimular ou esconder o seu pensamento. E não há que procurar descobrir o seu verdadeiro designio no texto, mas nas entrelinhas, onde ele o ocultou cuidadosamente.
Foi nessa época que se operou em mim a revolução mais profunda que alguma vez consegui levar a cabo.
O cosmopolita sem energia que eu tinha sido até então tornou-se um anti-semita fanático. (...)
É por isso que creio agir segundo o espírito do Omnipotente, nosso criador, pois:
Defendendo-me contra o judeu, combato para defender a obra do Senhor".