Prosseguimos a edição da cronologia relativa à descolonização portuguesa em África, desta vez abrangendo o período de 1 de Julho a 23 de Dezembro de 1975.
A DESCOLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ÁFRICA
1975
(2º SEMESTRE)
1 de Julho
Toma posse o primeiro governo moçambicano em Lourenço Marques.
5 de Julho
O arquipélago de Cabo Verde torna-se independente.
12 de Julho
Independência do sexto país de expressão portuguesa, São Tomé e Príncipe.
13 de Julho
Os combates alastram por Luanda, onde se registam centenas de mortos.
15 de Julho
Luanda encontra-se sob o controlo das forças do MPLA. Johnny Eduardo refugia-se em Kinshasa, onde declara que a FNLA "aceita a luta final".
21 de Julho
A FNLA ameaça declarar guerra aos Portugueses, se as suas forças a impedirem de avançar sobre Luanda. É recomendado à OUA o envio para Angola de uma missão de paz.
22 de Julho
É decretado novo cessar-fogo em Angola. A FNLA acusa Portugal de estar a travar a sua marcha sobre Luanda.
A OUA convida os três movimentos de libertação rivais para uma conferência de alto nível.
24 de Julho
Forças de FNLA ocupam o Caxito, apoiadas por militares zairenses e mercenários portugueses, com a supervisão dos EUA (CIA).
14 de Agosto
Violentos combates no Lobito entre forças do MPLA e da FNLA e da UNITA, de que resultam muitos mortos e feridos.
22 de Agosto
Portugal, através do Decreto-Lei nº 458/A-75, suspende o Acordo do Alvor.
25 de Agosto
É criada a Junta Militar, que passará a assegurar a governação em Angola.
30 de Agosto
O almirante Leonel Cardoso toma posse do cargo de alto-comissário de Angola.
5 de Setembro
O representante em Lisboa da FNLA afirma que aquele movimento quer substituir o Acordo de Alvor.
10 de Setembro
Em Angola começa a ponte aérea; 1500 refugiados chegam a Lisboa.
11 de Setembro
O MPLA mantém-se na ofensiva contra a UNITA e a FNLA. O Governo de Bona põe a Base de Beja à disposição da ponte aérea entre Angola e Portugal.
13 de Setembro
Aterra em Pedras Rubras o primeiro avião de retornados de Angola, sendo instalados pelo IARN nos melhores hóteis de Lisboa.
16 de Setembro
Ex-colónias portuguesas, como Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Moçambique são formalmente admitidas na ONU.
1 de Outubro
Chegam a Silva Porto as primeiras unidades sul-africanas com apoio da UNITA.
5 de Outubro
Chegada a Porto Amboim do primeiro contingente cubano em apoio ao MPLA
9 de Outubro
Melo Antunes propõe na ONU um encontro imediato de Portugal com os movimentos angolanos, visando a transferência de poderes.
19 de Outubro
O MPLA faz recuar as forças da FNLA e avança sobre Nova Lisboa, em poder da UNITA.
4 de Novembro
Em Angola travam-se violentos combates em Benguela e ultimam-se os preparativos para celebrar a independência.
8 de Novembro
MPLA/cubanos fazem saltar a ponte do rio Quene (160 Km a sul de Luanda), impedindo a marcha para Luanda da coluna da UNITA/sul africanos/Chipenda/portugueses.
9 de Novembro
Os dirigentes da Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas (CONCP) reúnem-se em Lourenço Marques e decidem reconhecer o Governo da República Popular de Angola, que será proclamado a 11 de Novembro.
10 de Novembro
A FNLA e a UNITA criam o Conselho Nacional da Revolução.
O alto-comissariado lê em Luanda a proclamação do presidente da República transferindo a soberania para o povo angolano, mas não reconhecendo qualquer governo.
Na Baixa do Kifangondo, 30 km a N de Luanda o MPLA/cubanos conseguem derrotar o ataque FNLA/zairenses/portugueses que fogem em debandada para N.
11 de Novembro
Retirada do alto-comissário e do último contingente português de Angola.
MPLA proclama em Luanda a independência da República Popular de Angola.
FNLA e UNITA proclamam em Nova Lisboa a República Democrática de Angola, da qual a UNITA se demarca logo a seguir, e que não seria reconhecida por nenhum país do Mundo.
12 de Novembro
Agostinho Neto assume a presidência da República Popular de Angola.
14 de Novembro
Toma posse o Governo de Angola.
16 de Novembro
As FAPLA (Forças Armadas do MPLA) lançam ofensiva para libertar Benguela e Lobito.
23 de Dezembro
Forças militares da UNITA e FNLA travam violentos combates em Nova Lisboa e Benguela.