Pela importância assumida em todos os campos da História do Portugal Contemporâneo (Política, Cultura, Mentalidades, Religião, Economia), o "fenómeno Fátima" não poderia deixar de ficar registado neste blog.
Na revista História de Outubro de 2000, num dossier que lhe é especificamente dedicado, reunem-se um conjunto de textos que iremos editar. São esses textos os seguintes:
- BRUNO CARDOSO REIS- Os primeiros cinquenta anos de Fátima.
"Não sendo uma fabricação, Fátima também não foi simplesmente de geração espontânea. Meio século de história tecida à sua volta não tornou mais pacífica a resposta à pergunta, que não é talvez a decisiva mas é o ponto de partida inevitável: o que aconteceu na Cova da Iria em 1917?"
- RITA ALMEIDA CARVALHO- Fátima e Salazar.
"Se exceptuarmos o ano de 1967, momento em que Paulo VI visita a Cova da Iria, Salazar sempre recusou participar nas cerimónias comemorativas das aparições de Nossa Senhora de Fátima. Será esta ausência do chefe do governo suficiente para afirmar que não houve qualquer aproveitamento político do fenómeno de Fátima por parte do Estado Novo?"
- CARLOS SANTOS PEREIRA- Fátima na cruzada do século.
"O jesuíta Edouard Dhanis defendia a tese de que o fenómeno de Fátima cobre duas realidades distintas: a mais antiga, ligada às alegadas "aparições" da "senhora vestida toda de branco" a três pastores da Cova da Iria entre Maio e Outubro de 1917; e uma Fátima posterior, inspirada nos relatos das Memórias da vidente Lúcia. O teólogo belga e o seu colega alemão Karel Rahner sublinhavam ainda que a documentação existente revela sérias contradições entre as duas Fátimas".
De cada um destes artigos iremos fazer uma apresentação mais detalhada, nomeadamente no que respeita a pontos constituintes e "caixas" inerentes, à medida que os textos começarem a ser editados.
Apresentaremos igualmente uma cronologia do fenómeno, independentemento do texto onde se encontra integrada, para um enquadramento inicial dos leitores.