Desde há muito pouco tempo no mercado, o livro de António Rosa Casaco, cujo título é: Servi a pátria e acreditei no regime. (Edição do autor, [2003]).
Nota biográfica (constante na obra):
"António Rosa Casaco, nasceu em 1915, de uma família humilde, e teve uma infância e juventude muito pobres, exercendo diversas profissões manuais. Depois de cumprir o serviço militar, ingressou na carreira policial em 12 de Janeiro de 1937, como simples agente, atingindo, por mérito, em 1962, a categoria de funcionário superior, no cargo de inspector.
A sua formação cívica e intelectual é simplesmente empírica, obtida durante toda a sua vida, em leituras seleccionadas e posteriormente, em contactos estreitos com intelectuais e políticos, portugueses e estrangeiros, que sempre lhe dispensaram apreço e consideração, vindo a manter relações de amizade com aquelas augustas personalidades.
Exerceu, dentro da sua profissão, durante cerca de dez anos, a perigosa função de "Emissário do Governo Português", iniciada no final da Guerra Civil Espanhola e durante toda a Segunda Guerra Mundial, vindo daqui a contactar com altas figuras da diplomacia e política mundial.
Os seus "hobbys" foram, predominantemente, o jornalismo e o exercício da fotografia artística, ganhando inúmeros prémios nacionais e estrangeiros, entre eles algumas medalhas de ouro, e foi considerado, nos Estados Unidos, em 1948, entre os primeiros cinquenta melhores artistas-fotógrafos do mundo, na posição de décimo segundo lugar. Em consequência, não é de estranhar que o presidente [do Conselho] Salazar lhe viesse a pedir para fazer uma série de fotografias para inserir no livro Vacances avec Salazar, de autoria da escritora francesa Christine Garnier. Daí, Salazar preferia que fosse ele que lhe fizesse sempre as fotografias necessárias e pertinentes à sua vida privada, nascendo entre ambos uma grande estima. (...)
As relações entre a Polícia Portuguesa e a Polícia Espanhola foram por ele criadas, a partir de 1938 até à revolução de 25 de Abril de 1974, dentro da melhor colaboração mútua e de interesse para os dois países. Dentro das suas funções profissionais exerceu, muitas vezes acções de espionagem/contra-espionagem, em diversos locais do Globo.
Aquando da revolução de 25 de Abril de 1974, (...), abandonou o país, refugiando-se primeiro em Espanha e, depois, no Brasil, voltando à Europa em 1983, para residir, em casa própria, nas ilhas Baleares, em Maiorca, precisamente. Actualmente fixou residência em Madrid, onde deseja continuar".
Para uma ideia mais consistente da obra, apresentamos em anexo a sua organização interna e especificação da documentação jurídica constante.
Registamos, igualmente, que deste livro, para além do "Prefácio", editaremos algumas outras partes, pela importância, e para efeitos de ilustração.
SERVI A PÁTRIA E ACREDITEI NO REGIME
Orgânica interna
I- UM PREFÁCIO À LAIA DE DESABAFO
II- PERCURSO DE VIDA
III- PERSEGUIÇÕES
IV- REFLEXÕES
V- EPÍLOGO
VI- DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA
Quanto a esta é a seguinte:
- Certificado do Registo Criminal (1993)
- Contagem da prescrição da pena (1996)
- Parecer da Procuradoria da República Portuguesa (1996)
- Sentença do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa (1998)
- Sentença do Tribunal de Madrid (Audiência Nacional, 1998)
- Recurso da República Portuguesa para o Supremo de Madrid (1998)
- Alegações dos advogados espanhóis de Rosa Casaco (1998)
- Acórdão do Supremo Tribunal de Lisboa (1998)
- Acordão do Supremo Tribunal de Madrid (1999)
- Acordão do Tribunal Constitucional de Madrid (2000)
- Acordão do Tribunal Constitucional de Lisboa (2001)