Continuamos a edição do "Prefácio" do livro de António Rosa Casaco. A problemática abordada é a mesma e prossegue em tom crítico. Registe-se o apelo do autor para que os leitores acreditem nos factos que apresenta e como os apresenta. Mais: que estejam particularmente atentos à documentação que disponibiliza, dado que a mesma é reveladora da Verdade.
Igualmente de destacar, o lugar e papel atribuído à Televisão, como órgão de comunicação social.
SERVI A PÁTRIA E ACREDITEI NO REGIME
Prefácio e fragmentos da vida profissional do autor- 2
"Sabe-se que a política, independentemente do vector em que se inscreve, não tem quase nunca um excessivo respeito pela Verdade e que, com frequência, cede à tentação de a esquecer em proveito próprio, mas a generalização de tudo isto é mais uma ingente falsidade.
Gravíssimo e inadmissível, é o uso sistemático da mentira. Quando se lê ou se ouve alguma notícia notoriamente falsa, o repúdio devia ser obrigatório e automático, com todas as suas consequências.
Os criadores e divulgadores da mentira são inúmeros, mas, mesmo assim, representam uma ínfima fracção da sociedade portuguesa. Grave, sim, é o altíssimo número dos que acolhem as mentiras, as têm como autênticas, as aceitam, as incorporam nas suas mentes e actuam em consequência. Terei de pedir às pessoas que desestimem tais escritos, que não lhes confiram qualquer credibilidade. Peço a quem me lê que me creia e que analise as decisões judiciais, que junto em anexo no final desta obra. Suponho que a minha posição na sociedade portuguesa sairá dessa leitura clarificada. Julguem-me, com rigor e, se quiserem, sem piedade, concedam-me o benefício da dúvida. Tenho esse direito!
A Televisão tem tendência mais para corroborar que revisar as nossas próprias opiniões e preconceitos, fomentando mais a passividade que o espírito crítico. Bom, a televisão, tal como existe actualmente, talvez não seja o meio mais adequado para a formação de opiniões e de uma consciência crítica. E foi ela que criou este velhinho de barbas, como um Pseudo Hemingway, o "mau da fita" ou um "Pai Natal" com as mãos sujas de vermelho, não da vestimenta que enverga, mas de sangue..."
(p. 11-12)
(Cont.)
Publicado por sandra em novembro 28, 2003 09:58 PMQuem tem familiares que conhecem esse senhor pessoalmente, dos confins escuros da tortura. Quem tem na família pessoas que por "serem do contra" foram massacradas, ficam agoniadas só de pensar que essa pessoa fala de "verdade". uma vergonha.
Afixado por: João Sem Medo em novembro 28, 2003 10:10 PMsenhores como este não deviam ter a cobertura mediática que se lhes dá... nem a abstinência complacente do nosso sistema judicial... senhores como este... são os monstros da nossa história...
Afixado por: D Quixote em novembro 29, 2003 04:02 PM