novembro 30, 2003

CILINHA E O MOVIMENTO NACIONAL FEMININO. Nota

Para efeitos de edição posterior apresentamos introdução ao testemunho de Cecília Maria de Castro Pereira Supico Pinto, Presidente do Movimento Nacional Feminino (MNF), cuja abordagem foi já feita neste blog, no âmbito da especificação do trabalho desenvolvido pelas "Madrinhas de Guerra":

"Conheceu África em 1948 e deixou-se cativar. O seu marido, Luís Supico Pinto (1909-1990), foi ministro da Economia, membro do Conselho de Estado, presidente da Câmara Corporativa e um influente conselheiro de Salazar. (...). Lembram-se dela muitos dos ex-combatentes de Angola, Moçambique e Guiné, que visitou nas frentes de campanha para minorar a solidão, estimular o patriotismo e integrar-se por vezes nas colunas militares. Com o apoio de Salazar, que enquadrou o seu voluntarismo, deu-lhe confiança e gostava do seu feitio irreverente, tornou-se a figura emblemática do Movimento Nacional Feminino (MNF), uma estrutura cívica que chegou a congregar 82 000 mulheres em Portugal e nos territórios de África. O MNF dava apoio aos militares e suas famílias e possuía uma eficaz rede de informações que superava por vezes os serviços da PIDE e das Forças Armadas. Cecília Supico Pinto tem nas pernas estilhaços de minas e fez de si própria uma lenda durante os treze anos de guerra".

Registamos que este testemunho é extraído de:

ANTUNES, José Freire- A guerra de África. 1961-1974. Volume I. Lisboa: Círculo de Leitores, 1995, p. 421-434).

Publicado por sandra em novembro 30, 2003 01:07 PM
Comentários

Como mestre em relações internacionais, posso dizer que José Freire Antunes é o historiador que melhor retrata o processo colonial.

Afixado por: bessa menezes em fevereiro 8, 2004 06:27 PM