dezembro 28, 2003

A RELIGIÃO POPULAR PORTUGUESA: desenvolvimento das referências bibliográficas apresentadas (1)

Tendo sido editada, no passado dia 25, a referência bibliográfica:

ESPÍRITO SANTO, Moisés- Origens orientais da religião popular portuguesa seguido de Ensaio sobre toponímia antiga. Lisboa: Assírio & Alvim, 1988.

apresentamos hoje, conforme estipulado, aquele que é o conteúdo da obra.
Numa abordagem imediata, o trabalho do Dr. Moisés Espírito Santo divide-se em 3 partes, a saber:

PARTE PRIMEIRA- ORIGENS ORIENTAIS DA RELIGIÃO POPULAR PORTUGUESA

PARTE SEGUNDA- ENSAIO SOBRE TOPONÍMIA ANTIGA

PARTE TERCEIRA- OS CIVILIZADORES: FENÍCIOS E HEBREUS

Dentro de cada uma destas partes existem vários capítulos, cada um com os seus itens. Todo este conteúdo, pela sua extensão consta, assim, em anexo.

ORIGENS ORIENTAIS DA RELIGIÃO POPULAR PORTUGUESA seguido de ENSAIO SOBRE TOPONÍMIA ANTIGA

Preâmbulo

PARTE PRIMEIRA. ORIGENS ORIENTAIS DA RELIGIÃO POPULAR PORTUGUESA

Capítulo primeiro. ROCHAS, ÁRVORES, ÁGUA

1. Lugares altos
2. A rocha onde fostes engendrados
3. Uma descida às profundezas da cultura lusitana
4. Dizem à Árvore: "Tu geraste-me"
5. A Água, produto maternal
6. A Água, um dom do pai
7. Os rios

Capítulo segundo. A SENHORA DOS MIL NOMES

1. Senhoras Aparecidas
2. Paradigmas
3. As fugas da Senhora
4. A "Verdadeira Imagem"
5. Culto tópico
6. Emblema do povo
7. As "Sete Senhoras Irmãs"
8. Senhora dos Mareantes
9. Senhoras Estrangeiradas
10. Senhora do Pranto
11. A Senhora da Piedade e os militares
12. A Senhora da Piedade e a Renascença
13. Culto Mariano judeo-secreto
14. Sob as asas da Misericórdia
15. Senhora da Diáspora
16. Um Messias feminino

Capítulo terceiro. CONCEITO POPULAR DE DEUS

1. Deus das vinganças
2. Marido de sua mãe
3. Senhor dos Passos
4. Eis o Homem
5. Incapacidades de fundo
6. A mãe não morre

Capítulo quarto. A ANTIGA PROMESSA

1. "Uma promessa antiga": A Velha Aliança
2. Uma nuvem de gafanhotos
3. Renovação da Promessa: refeições rituais
4. Refeições rituais na tradição popular: o Bodo
5. Jeremias e as cavacas em honra da Senhora
6. Os bodos na tradição fenícia
7. Entre os primeiros cristãos sírios
8. Os Círios e os Prantos sírios
9. As Cruzes e os Prantos sírios
10. No Caramulo como no Sinai
11. Festas das Cruzes: luto judaico
12. Um protótipo: Senhor da Pedra de Gulpilhares

Capítulo quinto. O CULTO DO DIVINO

1. "O Divino é nosso, não é deles"
2. A festa judaica do Pentecostes
3. O nome, a imagem e o local do Divino
4. A Folia
5. Os loucos do Espírito
6. A Noite do Vitó
7. O Imperador
8. A Pomba e a Coroa
9. Os Jantares do Espírito Santo
10. Paradigmas
11. Pratos de surpresa e gestos trocados
12. A Pedra da Honra
13. Os giros
14. O Bendito da gente
15. O Segredo
16. Fatos irrisórios ou aparato glorioso?
17. Bois e touradas
18. No tempo das ceifas
19. Quem é o Divino?

Capítulo sexto. "DIVERTIR-VOS-EI NA FESTA"

1. A festa e a memória colectiva
2. O Entrudo e os Purim de D. Sebastião
3. Pascoela, a Senhora dos Prazeres e a Rainha Ester
4. Quinta-Feira da Ascensão de... Moisés ao Sinai
5. Festa das Colheitas

Capítulo sétimo. GALERIA DOS SANTOS

1. Questão de nomes
2. Mais temidos do que amados
3. São Mateus: "Não vás lá de mãos vazias!"
4. "São Bartolomeu foi marinheiro"
5. São Macário, o santo que matou o pai
6. A brilhante carreira de São João
7. São João judeu-secreto
8. São Sebastião, Sebastianismo e Sabatianismo
9. Santo António de Lisboa hermafrodita
10. São José, um (estranho) modelo social de pai
11. São Miguel, Príncipe do Povo Hebreu
12. São Tiago e as doze tribos da Diáspora
13. Santa Eulália, a resistente
14. As guerras púnicas de Santa Quitéria
15. Santa Catarina contra os tiranos
16. Santa Martinha, uma mulher vestida de homem
17. Santa Isabel: "A nova Ester em Portugal"
18. Santa Maria Madalena: "As prostitutas vos precederão"
19. Nossa Senhora Santa Ana

Capítulo oitavo. RETRATO DOS ANTEPASSADOS

1. Pilares e Bétilos
2. O Pelourinho
3. Belus, Bel, Baal
4. Ishtar
5. Thammuze ou Dommuzi (Adónis)
6. Átis
7. Sebasius
8. Poséidon, Pelagaios ou Salacius
9. Hermes
10. Melkarth ou Héracles de Tiro
11. Awwa, o Ovo e a Fénix
12. A Moira e os seus Tesouros
13. Anat, Ana ou Anta
14. Hera
15. Ester
16. Endovélico
17. Ataegina

Capítulo nono. A PROVA DA ARQUEOLOGIA

1. Deuses lusitanos falsificados
2. Os deuses do Portugal Romano
3. Pedras alçadas
4. Da Anatólia à Azambuja

Conclusão

PARTE SEGUNDA. ENSAIO SOBRE TOPONÍMIA ANTIGA

1. A lógica dos nomes
1.1. Os métodos literários
1.2. Os nomes não morrem
1.3. Método para a análise dos nomes

2. Os Povos
2.1. A Belária e a Fenicária
2.2. Azere ou Açor
2.3. Thamuje e Adon

3. A lógica dos sítios: "Carca-belus"

4. Conclusão

PARTE TERCEIRA. OS CIVILIZADORES: FENÍCIOS E HEBREUS

1. Os Fenícios: fundadores da idade histórica da Europa
2. Os Fenícios e o Ocidente
3. Os Hebreus

Publicado por sandra em dezembro 28, 2003 02:11 PM
Comentários

Acho excelente a vossa ideia.
Conhecer as nossas raízes (tradiçoes, conhecimento empirico, etc.) é um dos elementos importantes para à luz dos conhecimentos actuais avançarmos mais depressa e ultrapassarmos a crise que neste momento Portugal atravessa

Afixado por: Maria Dulce Alcobia em fevereiro 20, 2004 04:35 PM

Maria Dulce:
ter consciência das nossas raízes, daquilo que nos caracteriza em termos de mentalidades, neste caso, no campo da religiosidade, é absolutamente fundamental para nos conhecermos como povo-independentemente de tudo o resto- e para compreendermos certas particularidades e situações ainda hoje verificadas. Igualmente interessante, é constatar o quanto práticas mais ancestrais vieram harmonizar-se com o Cristianismo, que passou a predominar, e como populações ainda hoje existentes convivem com todas essas multiplicidades, concretizando-as num tempo que é o nosso.

Registo que estas problemáticas, pela importância que têm, voltarão a ser recuperadas para efeitos de edição.

Afixado por: Sandra em fevereiro 23, 2004 08:11 PM

O travalho desenvolvido e os comentários são de grande importancia para o conhecimento da nossa razão de ser. O capitulo sobre as muitas " Nossas Senhoras " é de grande importãncia. Solicito a todos quantos saibam mais sobre o assunto para fazerem o seu comentario. E de grande importancia para clarificar o que vai em muitas mentes.
Nossa Senhora não é a mae virgem de Jesus. Quantas mães teve ELE? Os nomes de Nossa senhora vem de onde? Obrigado pela vossa colaboração
Aida

Afixado por: Aida Costa em agosto 25, 2004 03:15 PM

GOSTARIA Q ALGUEM ENVIASSE ALGUM RESUMO FALANDO
SOBRE A RELAGIÃO PORTUGUESA.

BJS. ASS:MARCELA

Afixado por: MARCELA em novembro 9, 2004 11:54 PM