Iniciamos, com este post, a edição de "Breves apontamentos para a cronologia de Maria Lamas" que, em termos cronológicos, abrange o período que vai de 1893 a 1929.
Sublinhamos que estes "Breves apontamentos..." são da autoria de Maria Cândida Vassalo e Silva da Cunha Lamas Caeiro (Junho/Julho 2002), filha de Maria Lamas.
CRONOLOGIA
1893
. 6 de Outubro- nasce em Torres Novas, freguesia de São Pedro, Maria da Conceição Vassalo e Silva, primeira filha de Maria da Encarnação Vassalo e de Manuel Caetano da Silva.
1906
. Entra, como aluna interna, para o Colégio das Teresinhas de Jesus, Maria e José, em Torres Novas.
1908
. No fim do ano lectivo, sai do colégio e fica em casa.
1909
. Conhece o Tenente de Cavalaria Teófilo José Ribeiro da Fonseca.
1911
. Março- casa com o Tenente Ribeiro da Fonseca.
. Setembro- parte para Angola, acompanhando o marido que aí fora colocado.
. Dezembro- nasce em Luanda, no Hotel Salvador Correia (de Sá), a sua filha Maria Emília.
1912
. Parte para o Capelongo (na Huíla), com a filha e o marido, para onde este fora destacado como comandante de posto. Foi a primeira europeia a chegar a esta povoação.
1913
. Março- regressa a Portugal com a Maria Emília. Vem grávida. Fica a residir em casa dos seus pais, em Torres Novas.
. Julho- nasce a filha Manuela.
1914
. Regresso a Torres Novas do Tenente Ribeiro da Fonseca. Ficam a viver na Quinta do Carrascal, perto da vila.
. Colabora em publicações locais com poesias cujo tema é quase sempre a guerra e os seus desastres, que assina Maria Fonseca ou com o pseudónimo de Serrana d'Ayre.
1916
. Mobilização e partida para França de Ribeiro da Fonseca, que aí obtém o brevet de piloto aviador juntamente com outros camaradas de armas.
. Durante a permanência do marido na guerra, trabalha como voluntária na Cruz Vermelha e organiza saraus para angariação de fundos destinados a ajudar as famílias dos soldados.
. Continua a colaborar com os seus escritos em opúsculos e na imprensa local (Serrana d'Ayre).
1918
. Antes do fim da guerra, regresso do marido, doente e muito abalado com a morte do seu grande amigo Óscar Monteiro Torres, padrinho de Maria Emília. Tinham cumprido juntos missões em Angola e França, onde tinham obtido o brevet na mesma altura. Tempos muito difíceis.
1919
. Ao fim de oito anos de casamento, divorcia-se, ficando com as duas filhas a cargo. Partem as três para Lisboa, onde entretanto os pais se tinham fixado. Tem 25 anos.
1920
. Muda-se com as crianças para Benfica, Rua Ernesto da Silva.
. Vai trabalhar para a Agência Americana de Notícias (AAN), dirigida por Virgínia Quaresma, por intermédio de Maria Torres, viúva de Óscar Monteiro Torres.
1921
. Abril- casa-se pela segunda vez com o jornalista monárquico Alfredo da Cunha Lamas, que conhecera na AAN e é redactor do diário monárquico Correio da Manhã.
1922
. Maio- nasce a filha Maria Cândida.
. Trabalha em casa para ajudar nas despesas da família e recomeça a estudar.
. Faz alfabetização de algumas operárias da Fábrica Simões, em Benfica.
1923
. Publica o seu primeiro livro, o único de poesias, Humildes- Lisboa: Ed. Aillaud e Bertrand. Dedica-o às filhas, passando a usar o pseudónimo de Rosa Silvestre (RS).
. Diferença de Raças, romance, Lisboa: Portugália (RS).
1924
. Começa a dar aulas no Instituto Luso-Belga, em Carnide. Neste colégio estudava interna a Maria Emília.
1925
. Primeiro número da revista infantil O Pintainho, que dirige, sempre com o pseudónimo de Rosa Silvestre. Durante os anos seguintes desenvolve grande actividade literária. Dirige e colabora em suplementos infantis de publicações diversas: Correio da Manhã, A Voz, Magazine Bertrand e Civilização, entre outras. Nestas duas últimas publicações aparecem também novelas, poesias e entrevistas da sua autoria, quase sempre assinadas por Rosa Silvestre.
1927
. O Caminho Luminoso- romance, capa de Júlio de Sousa, Lisboa: Sociedade Nacional de Tipografia (RS).
1929
. Maria Cotovia- contos infantis, Porto: Livraria Civilização (RS).
. Abril- entra para a empresa do jornal O Século como redactora, a convite de João Pereira da Rosa por indicação de Ferreira de Castro. Pouco tempo depois, começa de facto a trabalhar na direcção do semanário feminino Modas e Bordados.
Publicado por sandra em janeiro 17, 2004 02:02 PM