Na sua obra História das organizações femininas do Estado Novo, Irene Flunser Pimentel, apresenta uma proposta de abordagem periodal no que concerne ao desenvolvimento da Mocidade Portuguesa Feminina, no âmbito da sociedade portuguesa. Nessa abordagem, a cada período corresponde um conjunto de características próprias, sendo que são estas que permitem ir detectando especificidades onde poderá haver tendência para considerar uniformismos e monolitismo. Registam-se, igualmente, acontecimentos particulares que foram temperando a vida do movimento.
Propõe-nos, assim, a investigadora, a seguinte organização, para efeitos de compreensão e acompanhamento:
1. Formação e implantação da MPF. 1938-1947.
2. A MPF surge à luz do dia. 1938-1942.
3. Os poderes da Mocidade reforçam-se. 1942.
4. A integração das actividades da MPF no plano escolar. 1947.
5. Da integração da MPF na escola à limitação da obrigatoriedade. 1948-1957.
6. O novo estatuto da MPF. 1950
7. Das críticas à obrigatoriedade ao II Congresso da Mocidade Portuguesa.
8. A sociedade muda, o regime treme e a escola vence a MPF. 1958-1966.
9. Implementação nas colónias. 1960-1963
10. A remodelação de 1966
11. Do princípio do fim à extinção da MPF. 1968.1974
Relativamente a todas estas fases, serão aqui consideradas as sínteses elaboradas pela autora.
Referência bibliográfica:
PIMENTEL, Irene Flunser- História das organizações femininas do Estado Novo. Lisboa: Temas e Debates, 2001.