Desde os primeiros tempos, a Educação Física esteve inerente às práticas a levar a cabo no âmbito da MPF.
A Educação Física especialmente adaptada às raparigas, foi igualmente atendida e alvo de particular atenção por parte das dirigentes, donde se distingue a Comissária Nacional, Maria Guardiola.
As modalidades praticadas, os objectivos pretendidos, as formadoras, a sua colocação nos estabelecimentos de ensino, as provas onde se registavam participações, de tudo isto, nos fala o texto que apresentamos em anexo.
"O ministro da Educação Nacional, Carneiro Pacheco, atribuiu, (...), tanto na reforma educativa de 1936 como às organizações de juventude, um lugar destacado à educação física. Em 1940, o MEN criou ainda o Instituto Nacional de Educação Física (INEF), tendo-se Maria Guardiola congratulado por essa nova escola incluir "uma educação física segundo os sexos". Em 1947 e 1948, os Estatutos do Ensino Liceal e do Ensino Técnico Profissional tornaram obrigatória a Educação Física da MP nos liceus e nas escolas técnicas e atribuíam a orientação e a fiscalização dessa actividade- tal como aconteceu com o Canto Coral e os Lavores- às organizações de juventude.
A MPF ministrou, no ensino primário, Jogos, Ginástica e Danças Rítmicas, e, no ensino secundário, Desportos, Danças Regionais e Iniciação Campista. Instituído em 1943, pela delegacia da Estremadura, para instrutoras e graduadas, e só depois para filiadas, o Campismo foi, no entanto, sui generis, como se pode ler num artigo do Boletim da MPF, onde é descrita uma deslocação de algumas graduadas, acompanhadas por Ingrid Ryberg, a uma quinta no Lumiar durante um "dia" que terminou pelas dezoito horas. Quanto às Danças Regionais, Maria Guardiola mandou, em 1950, por ocasião do cruzeiro a África, elaborar um guarda-roupa e constituir um grupo "folclórico-etnográfico", à semelhança dos Coros e Danças SF (Sección Femenina de la Falange Española Tradicionalista).
A partir dos anos cinquenta, as filiadas da MPF passaram, ao contrário do que sempre fora decidido desde os anos trinta, a participar com a MP em exibições de ginástica e de danças regionais nos festivais de 10 de Junho no Estádio Nacional. A MPF começou também a organizar, nesse período, campeonatos desportivos, contrariando assim a postura inicial de não promover "exibições" e "competições". A primeira participação internacional da MPF ocorreu no concurso europeu de ginástica Ling em 1947. Dez anos depois, além de organizar campeonatos universitários regionais e nacionais de voleibol, badminton e de basquetebol, a MPF de início às primeiras experiências de andebol e começou a participar nos Jogos Internacionais da Fédération Internacionale Sportive de l'Enseignement Catholique (FISEC).
Em Março desse ano de 1957, continuava, porém, a ser defendida, na M & M, prática do desporto feminino em regime de "separação de sexos", sem exibicionismo e em consonância com "as regras da prudência e da sã moralidade", dado que os desportos violentos masculinizavam e esterilizavam as mulheres. Os desportos não cessarem, porém, de ser uma das actividades mais procuradas pelas jovens e foi mesmo através delas que a organização feminina se tornou mais atractiva, até porque algumas das modalidades de carácter elitista- como o ténis e a equitação- passaram a ser praticadas por filiadas da pequena burguesia "remediada", que, sem essa oportunidade facultada pela MPF, a elas nunca teriam tido acesso.
O facto de a educação física escolar estar até 1966 sob orientação e fiscalização da MPF, que além disso nomeava as respectivas professoras, motivou resistências por parte dos directores dos estabelecimentos de ensino. Estes não se apressavam, por exemplo, a divulgar à organização feminina as vagas de professoras dessa actividade e sempre preferiam aquelas que eram formadas pelo INEF às educadoras da MPF, consideradas incompetentes.
A directora dos serviços de Educação Física da MPF, Ingrid Ryberg de Figueiredo, protestou contra essa situação e solicitou ao MEN, em 1958, que os directores das escolas fossem obrigados a comunicar as vagas das professoras de Educação Física. Não conseguiu, porém, esconder que, de facto, a competência profissional das educadoras da MPF era muito inferior às formadas no INEF, facto comprovado através das próprias informações dos serviços de inspecção da organização.
Em 1967, trinta anos depois da polémica sobre a criação de um ginásio feminino propagandeado nas páginas do jornal República, e de Francisco Nobre Guedes, comissário nacional da MP, recusar a prática de qualquer tipo de desporto pelas raparigas, era a própria MPF a responsável pela difusão das modalidades desportivas nos liceus e nas escolas técnicas. Mas, ao contrário da ideia divulgada de que a MPF teria introduzido no seio da juventude feminina escolarizada os desportos, deve dizer-se que a organização feminina se limitou a preencher um espaço já anteriormente ocupado, para responder às necessidades das jovens, atenuando, por um lado, os aspectos considerados "pagãos", "imorais" e "exibicionistas" da educação física, e monopolizando, por outro lado, a sua prática, orientação e fiscalização nas escolas."
(p. 304-308)
Olá, penso em fazer o curso, mas como sou brasileira e já tenho entrada na faculdade no Brasil, preciso fazer exames para entrar aqui? E qual o lugar mais próximo de São João da Madeira para estudar?
Obrigada
Olha mor eu pessoalmente acho qui esti site está uma merdosca, desculpem o termo!Não me serviu de nada para a área-escola sobre badminton!Quanto ao açunto do desporto no fememeno acho muito intereçante e produtivo!
obrigado e com os melhores comprimentos!
acinado: Maria Vanessa,Chelas
Afixado por: Maria Vanessa em maio 6, 2004 05:03 PM