Conforme anunciado em post de dia 27, editamos hoje, artigo de Mário Soares relativo à importância de concretizar negociações com os denominados "terroristas". Intitula-se o escrito "Variações sobre o terrorismo".
Este texto vem juntar-se a um conjunto de outros já editados neste blog sobre a mesma problemática.

"VARIAÇÕES DO TERRORISMO
Não sou pacifista, embora seja amante da paz e tenha a plena consciência do seu imenso valor, humano e político. Não sou pacifista, porque não sacrifico à paz- ou ao medo da guerra- outros valores, como: a liberdade, a Pátria, o futuro, a dignidade. Por isso, não sou também capitulacionista: nunca fui. Já era gente, quando Chamberlain e Daladier foram a Munique humilhar-se perante Hitler, abdicando dos valores democráticos que lhes cumpria defender. Esse acto de cobardia ficou gravado, indelevelmente, no meu espírito então jovem.
Vem isto a propósito do flagelo do terrorismo, dos atentados do 11 de Março, em Madrid, e de uma frase minha, repetida fora do contexto, que provocou indignação e ondas de choque em algumas almas cândidas lusitanas.
Não vou defender-me das críticas que me dirigiram. O julgamento é livre. Estou habituado, de resto, a nem sempre ser compreendido. É inevitável para quem pensa pela sua própria cabeça e, frequentemente, contra a corrente. Aliás, o tempo, que é um grande mestre, responderá por mim. Mas desejo contribuir com algumas achegas para uma reflexão objectiva sobre o terrorismo, que se impõe, e me parece útil, oportuna e salutar.
Começo por enunciar o óbvio: o terrorismo global- não confundir com o terrorismo herdado dos anos setenta/oitenta, que hoje ainda subsiste, com o IRA e a ETA- representa o horror absoluto e, por isso, tem de ser combatido com toda a determinação, força e coragem. Mas não só, e isso é já menos obvio: tem de ser também combatido com inteligência, informação e conhecimento. Quero dizer: a força militar é necessária, diria mesmo indispensável, mas não o suficiente. Tratando-se de um fenómeno novo e complexo- nascido do fanatismo religioso islâmico- tem outras componentes. Entre elas: a humilhação profunda, contra o Ocidente, das populações que o terrorismo penetra e as condições económico-sociais em que prolifera.
Sendo um fenómeno complexo, requer, daqueles que o combatem, conhecimento, cruzando informações vindas, sobretudo, do mundo islâmico e investigação, no terreno, e junto das escolas corânicas, onde o vento da revolta, mesmo sob forma pacífica, como é frequentemente o caso, se faz sentir. Requer atenção, observação minuciosa, audição das pessoas, diálogo, uma diplomacia advertida, actuante e serviços secretos, no sentido de inteligência, eficazes e cujos relatórios não sejam depois distorcidos pela vontade dos políticos.
O que é a Al-Qaeda? Uma galáxia descentralizada de grupos terroristas organizados em rede? Será que a captura- ou a morte- de Osama Bin Laden não poderá vir a ser tão irrelevante como foi a prisão de Saddam Hussein? Ou tão estúpida e contraproducente- criando mártires- como o assassínio do líder espiritual (tetraplégico) do Hamas, Ahmed Yassin?
É preciso conhecer melhor a Al-Qaeda para a combatermos com eficácia. Não às cegas. Há milhares de livros, publicados em todas as línguas, sobre o terrorismo global- que está intimamente relacionado com a “globalização depredadora” que temos e com a “economia de casino” que nos rege. Estudemo-los. Atenção à diplomacia do Vaticano, extremamente activa, nomeadamente nos encontros ecuménicos organizados pela Comunidade de Santo Egídio, em que tenho participado. Exploremos os contactos que a Al-Qaeda parece ter com o mundo obscuro das finanças- dos “off-shores” e dos “paraísis fiscais”- com o “dinheiro sujo”, com a criminalidade organizada, com o tráfico ilegal de armas, incluindo atómicas, com o mercado da droga. Há franjas desse submundo que, seguramente, serviços secretos, mesmo os minimamente secretos, menos os mininamente organizados, podem penetrar e conhecer. Já o devem ter feito. Mas será que os grandes responsáveis querem tomar conhecimento dessa negra realidade e das pistas que indica?
Falemos com os teólogos, os intelectuais, os politólogos, os cientistas islâmicos, que os têm da melhor qualidade. Dar-nos-ão pistas, não tenho dúvidas, para um diálogo fecundo. A negociação- a admissão do princípio de negociar- começa aí. Repare-se: partindo de uma posição de força. De resto, negociar não significa ceder, nem muito menos abdicar. Só os fracos, temem enfrentar o outro, negociar: pensam que negociar é o mesmo que abdicar. Ora não é. Antes de mais, começa por ser avaliar as divisões, os pontos fracos do inimigo. Por enquanto estamos no escuro: sabemos pouco. Realmente, não sabemos (para negociar): Com quem? Como? Onde? Quando? Não diabolizemos, contudo, o inimigo, retirando-lhe toda a racionalidade. Pergunto: será inteligente da nossa parte? Os atentados de que temos conhecimento demonstram, da parte dos terroristas, certo domínio de tecnologias de ponta, meios logísticos e materiais, conhecimento, armas, informações actualizadas. Já nos lembrámos de investigar donde vem isso tudo?
(...)
Nunca as democracias negociaram com terroristas? A história está cheia de exemplos contrários a esta asserção. Citemos apenas dois, já no século XXI, de que a América de Bush e o Reino Unido de Blair, foram protagonistas:
1. A negociação com o Presidente Kadhafi, que chegou a ser bombardeado pelos americanos no seu reduto, onde aliás o filho do ditador encontrou a morte. Não chamaram a Kadhafi, anos a fio, “terrorista”? E pior: financeiro sistemático de perigosos terroristas? Pois bem, isso não impediu que negociassem com ele. Tornou-se um amigo e mais: um exemplo. (...)
2. A negociação da América, com a intermediação da China, com a Coreia do Norte, país incluído por Bush no “eixo do mal” e depois de ter ameaçado utilizar a bomba atómica contra o Ocidente, é outro exemplo significativo. A negociação formal realizou-se com publicidade, pompa e circunstância. Mas os resultados são ainda desconhecidos. (...)
Eis algumas achegas com que, modestamente, contribuo para uma reflexão sobre o flagelo do terrorismo, uma ameaça gravíssima, complexa e nova para o nosso conturbado século XXI. Se o conseguir, terá valido a pena ter cometido o enorme escândalo de ter ousado dizer em conjunto duas palavras frequentemente evocadas em separado: negociação e terrorismo. Um tabu, uma interdição quase religiosa, ao que parece, bem mais forte do que imaginaria..."
(Expresso, 27 de Março, p. 10 e 29)
Ainda bem que divulgam trechos do artigo, não tinha lido e estava muito curioso em relação a esta questão. Parabéns e continuação de bom trabalho.
Afixado por: Pedro Lima em março 29, 2004 06:51 PMComo é que ainda dão tempo e antena a este senhor. Escreve livros, faz programas de TV e no fundo o que acrescenta? NADA! Fala sempre como se tivevesse a fazer um discurso politico e vive agarrado ao que não conseguiu se.Um bom estadista como era e foi o seu maior rival! Melhor a pessoa que ele tm a presunção de ser o seu rival...
Afixado por: aos em abril 9, 2004 08:01 PMAcredito que este senhor que escreveu este artigo deveria morar em um país onde estas bobagens tivessem algum significado. Falou uma série de coisas sem ao menos enfrentar a questão palestina, os massacres de Chatila e Sabra, onde 3000 palestinos foram mortos, mulheres forma violadas e depois mortas com golpes de machado. O sr. Mário esquece-se que Israel invadiu e tomou os territórios palestinos, e ninguém faz nada a respeito... terrorismo ou guerrilha.. horror ou resitência???
Afixado por: Fábio Dias Ribeiro em abril 23, 2004 05:35 AMEu tenho dito, e torno a dizer que tudo o que aconteceu de mal...no passado ou no presente, individual ou em grupo... guerras, ameaças,intimidações... devem ser tratadas por nós com muito cuidado e muito respeito...pelos inocentes.Não criaremos sentimentos de revolta ou maldição poque faz-nos mal ao interior.Nós temos que saber esperar e actuar quando for necessario, estas palavras parecem simples, mas são eficazes e respeitadas por todos,bons e maus sem restrições.
Afixado por: João Carlos Marques em maio 1, 2004 07:50 PMÉ de extrema necessidade que venho pedir a informação de nomes de autores de livros sobre terrorismo.
Afixado por: Patrícia em junho 24, 2004 06:21 PMO TERRORISMO ISLÂMICO – ou a Guerra Santa dos tempos modernos, em nome de Alá
Sobre este tema que nos últimos anos mercê da sua escalada, vem preocupando o Mundo, nomeadamente o Mundo de matriz Cristã Ocidental ou Oriental, principalmente pela incapacidade de politicamente se responder ao seu desafio, até ao momento.
Essa incapacidade resulta, em grande parte do facto dos políticos do mundo de tradição cristã sistematicamente negarem e reconhecerem, o caracter estritamente religioso dessa luta empreendida pelos fundamentalistas maometanos e apoiada silenciosamente pela esmagadora maioria dos maometanos do mundo inteiro.
Aliás esse combate sempre esteve na ordem do dia dos povos maometanos.
É um principio imperativo da sua Fé:
- O combate e o domínio de todos os povos infiéis até ao triunfo do Islão.
Essa é uma obrigação que todo o bom maometano deve perseguir, sob pena de lhe ser recusada a entrada no Paraíso.
No mundo Cristão em tempos já bastante longínquos esses eram também o dever e os propósitos de um bom cristão que enfrentava a morte no combate pela Fé como absolvição de todos os seus pecados.
Quero desde já deixar bem claro que ao escrever sobre este assunto não me move nenhuma animosidade especial contra o islamismo enquanto religião. As minhas palavras apenas se destinam á reflexão sobre as realidade em que estamos inseridos e tentar contribuir com algumas opiniões que possam num futuro próximo ajudar senão a resolver pelo menos a controlar esta praga do Séc. XXI que é : o terrorismo islâmico.
O erro de análise do problema actual tem raízes profundas no mundo ocidental de matriz cristã, que pretendeu sempre que a sua visão dos acontecimentos e do futuro da Humanidade fossem aceites como as melhores e as mais corretas, para todos os povos do mundo.
Isto não quer dizer que as doutrinas do mundo cristão estejam erradas, antes pelo contrário, elas estão certas e irão ampliar-se e desenvolver-se no futuro mas somente serão aceites nas culturas que se encontrem identificadas com os seus princípios e objetivos.
A tentativa sistemática de tentar impor modelos sociais a povos que se regem por um tempo e um modo de estar na vida de forma diferente é fator gerador de antagonismos e ódios difíceis de controlar pois provêm de sentimentos de humilhação a que esses povos estão e foram sujeitos, obrigados a conviver com valores e costumes que violentam a sua cultura.
Esse é e sempre foi o grande erro do Homem da Razão, proveniente da Revolução Francesa.
Considerar-se o dono da Verdade, assente em valores respeitáveis como Liberdade, Fraternidade e Igualdade mas ao mesmo tempo, capaz de negá-los ao pretender submeter tudo e todos á sua Verdade.
As origens do problema radicam nessa visão equivocada do Mundo, há pelo menos 200 anos.
Durante esse período as chamadas potências Ocidentais e Orientais submeteram o mundo maometano desde o Norte de África até ás Republicas Islâmicas Asiáticas, por razões geo-estratégicas e imperiais a um domínio humilhante, do seu ponto de vista e ao qual nunca puderam revidar, pelo facto de não terem sequer, capacidade militar para o fazerem. No entanto essa
impossibilidade não diminuiu a sua frustração e humilhação e sempre que tiveram oportunidade retaliaram, veja-se os casos do Irão, Afeganistão e muitos outros já para não falar de Israel que ao ser criado e da forma como o foi abriu uma ferida insanável na auto-estima muçulmana.
Não interessa analisar aqui e agora de que lado está a razão pois certamente que todos terão as suas e certamente que legítimas do seu ponto de vista, porque também não é isso que neste momento vai resolver seja o que for.
O que entretanto aconteceu ao longo de várias décadas, sobretudo a partir dos anos 60 é que o mundo de matriz cristã, por diversas razões, acolheu dentro das suas fronteiras, legiões de maometanos que nele se radicaram, constituindo comunidades imensas que na Europa e Estados Unidos somam muitos milhões, hoje, com direitos de cidadania idênticos e usufruindo das liberdades e garantias em vigor nesses territórios, sem que os políticos da época, tivessem tido a capacidade de antecipar o que tal invasão pacífica, poderia representar num futuro não muito distante, embevecidos que estavam pela sua superioridade, econômica e social.
Não realizaram nem conceberam que essas comunidades, aparentemente integradas no meio, mas mantendo inalteradas todas as suas tradições e ligações religiosas passassem a constituir um verdadeiro exército, qual “quinta coluna”, disponível para ser infiltrado, usado, sendo a cobertura ideal para os movimentos do islamismo radical.
Mais, no mundo islâmico não existe o conceito de nacionalidade como é conhecido no Ocidente, porque todo o muçulmano se considera unido ao outro, no sentido verdadeiro, como irmão, independentemente da sua nacionalidade, cor ou origem rácica. São realmente unidos pela Fé, como no passado os Cristãos também o foram.
Ora, essa irmandade que se estende a todos, radicais ou moderados, criando em todos eles comprometimentos e cumplicidades, indissolúveis, faz com que os mais moderados tenham que dar apoio e logística aqueles que escolhem o caminho do martírio supremo e a quem no fundo todos admiram e respeitam como verdadeiros mártires da Fé.
Conhecedores dessa realidade, os cérebros do “terrorismo islâmico”, Bin-Laden e os outros começaram a tecer a teia que despontou na onda de terror actual e que teve o seu maior impacto nos atentados de 11/9 nos Estados Unidos e o 11/4 em Madrid os quais na realidade fizeram pular de orgulho todo o mundo islâmico, indistintamente, para quem a América e o Ocidente representam o mundo satânico que tem que ser humilhado, derrubado e destruído.
A natureza das relações das comunidades islâmicas, tornam muito difícil a acção dos chamados serviços de informação que muitas vezes pressentem que alguma coisa vai acontecer mas que raramente conseguem evitar o seu deflagrar, agindo normalmente “à posteriori”.
Por outro lado, as leis em vigor no mundo Ocidental não foram elaboradas para fazer frente a este tipo de situações e cumplicidades. e com as suas exigências no campo dos direitos, liberdades e garantias que são dadas a quem é indiciado pela prática destes actos, se esvaziam normalmente da sua eficácia tornando quase que impotente a acção das forças de segurança.
Assim se atingiu uma situação de tal complexidade e de muito difícil resolução, que se manterá e porventura irá crescer enquanto se mantiverem os mesmos pressupostos ou seja enquanto o Mundo de matriz cristã teimar em não enfrentar claramente a raíz do problema: a Guerra Santa declarada pelo Islão ao mundo Cristão.
Que fazer, então ?
Em primeiro lugar compreender que a tão apregoada tolerância religiosa no mundo islâmico é ficção e que apenas é tolerada, de forma condescendente, quando o Islão é a sociedade dominante.
No entanto, sempre que algo corre mal no mundo islâmico, todos os infiéis sejam de que religião for, budista, induísta ou cristã são perseguidos e muitas das vezes, dizimados, pelas multidões em fúria. Já se assistiu demasiadas vezes a situações dessa natureza.
Em segundo lugar, que os maometanos, vivendo sob a lei religiosa – o Alcorão, que lhes rege todos os passos da sua vida e até o comportamento social, são eles próprios prisioneiros da sua Fé, pois as verdades e os princípios religiosos são dogmáticos, estáticos e impedindo a evolução das sociedades. Daí resulta o seu enorme atraso, especialmente em relação á Declaração Universal dos Direitos do Homem que de forma alguma se aplica nessas sociedades.
O mundo cristão também já funcionou dessa forma, onde a religião e os seus dogmas eram imperativos na vida das sociedades, tudo controlando, tudo mobilizando em nome da Fé e da sua expansão.
Fruto de diversas roturas e guerras sangrentas as sociedades cristãs foram-se libertando desse jugo e hoje conduzem as suas vidas como sociedades abertas á diferença, onde a religião ocupa um espaço que não colide nem oprime.
Só que esse processo foi lento e doloroso é preciso não esquecer e não está completamente terminado pois no mundo cristão também subsistem ainda os fundamentalistas.
Há várias formas de lidar com o problema:
A primeira é manter a situação atual, fazer muitos apelos á paz, comícios, marchas, protestos, manifestações, declarações, cedências, dividir a sociedade, expiar todos os erros do passado recente, pedindo perdão sem fim, ajoelhar-se, rastejar e sobretudo renegar as conquistas alcançadas pelas sociedades democráticas no respeito pelo ser humano e continuar heroicamente a morrer com o deflagrar das bombas e outros artefactos que os maometanos suicidas julguem por bem detonar em nome da sua Fé e pelo facto de se sentirem muito humilhados.
Só que o diálogo não frutificará nunca em termos duradoiros pois para a visão dos extremistas o diálogo é sinal de fraqueza e o combate só deixará de existir quando prevalecerem. Esses fanáticos não conhecem a razão, o bom senso e nem valorizam a Vida, para eles não há limites nem respeito e gostam de exibir a sua barbárie (basta ver a carnificina das decapitações onde as vítimas são sangradas como os porcos e mortas lentamente).
No entanto, esta solução é muito perigosa e altamente volátil pois certamente a continuarem os ataques á sociedades cristãs, cada um deles, por si, vai retirando não apenas vidas mas também princípios de civilidade e de respeito pela vida.
Ser civilizado não é mais do que vestir um traje de comportamento social, onde o homem se comporta de acordo com regras pré-estabelecidas e onde se espera que todos partilhem do mesmo comportamento cível e de respeito pelos direitos alcançados por essas comunidades.
Quando esse traje começa a ser rasgado, destruído, desrespeitado, aí há sempre o perigo do homem irracional que está lá dentro se liberte e com isso todos os seus instintos de sobrevivência.
Nessas circunstâncias, perdido o controle, normalmente começa a perseguição indiscriminada que persegue culpados e inocentes e que termina em genocídio.
A segunda é endurecer claramente as posições e retaliar, bombardeando sempre que houver um ataque, matando indiscriminadamente e fazendo com isso extremar as posições e de certa forma legitimar também os ataques dos radicais islâmicos. Por esse processo pouco se alcançará em termos práticos e apenas se caminhará até uma situação de radicalização que tenderá a culminar no mesmo ponto da anterior ou seja o genocídio.
Não me parece contudo que seja aceitável nem desejável esta solução, nem que o mundo cristão esteja disposto a pagar esse preço, demasiado alto e que certamente iria contra tudo o que já foi construído em termos de civilização, nomeadamente no respeito pelo ser humano.
A outra forma, talvez a menos dolorosa e mais eficiente é proibir a prática do islamismo em todo o mundo cristão, fundamentando essa decisão no facto de na doutrina pregada pelo Islão o incentivp dos seus seguidores á confrontação, conquista, destruição e submissão, dos povos infiéis, não ser apenas uma figura de retórica (como tentam fazer crer o seus clérigos) mas uma semente que é plantada desde tenra idade, alimentada e irrigada por discursos cheios de ódio religioso que fazem do mundo cristão o elemento satânico que é preciso derrotar, usando-se para o efeito todos os meios, nomeadamente, o sacrifício supremo em que os mártires se imolam pela Fé islâmica, doutrinas e ideologias que são proibidas em todas as Constituições vigentes nesses países de matriz cristã.
Os muculmanos ( todos, não apenas os cidadãos de origem árabe ) para permanecerem em território cristão seriam obrigados a renegar o Islão ou caso não o queiram fazer, promover-se-ia a sua deportação para países islâmicos de sua escolha e que os queiram receber, neste caso com direito a indemnizações justas e adequadas ás perdas financeiras sofridas.
Dirão, mas é um absurdo, é uma violência, é impraticável!
Se pensarmos bem, desapaixonadamente, libertos de chavões e de frases ocas, mesmo que seja uma violência o acto em si, ele não fará vitimas mortais, não fará correr sangue, pelo contrário irá preservar muitas vidas inocentes, agora e no futuro.
Será antes de tudo um grande movimento de povos, como já antes na História, houve tantos ...
Terá sobretudo um custo financeiro enorme, se com justiça se quiser compensar as perdas e os traumas que daí decorrerão.
Mas, não será que as vidas humanas que se irão poupar, compensarão esse custo?
Por outro lado todas a perdas financeiras são, sempre, recuperáveis no tempo.
É o preço a pagar por todos, cristãos e maometanos, por essa impossibilidade real de convivência pacífica que existe e que sempre existirá enquanto no mundo islâmico as sociedades que o compõe, por elas próprias, não se transformarem e evoluírem para a modernidade.
Aliás a chegada dessas multidões de muçulmanos mais evoluídos pelo menos em termos de hábitos de vida e de visão da sociedade poderá ser o elemento gerador das reformas necessárias á mudança.
E as mudanças que tiverem que acontecer nas sociedades islâmicas irão certamente gerar muito conflito, muito sangue, tal com aconteceu antes nas sociedades cristãs.
Essas transformações sociais terão que ter lugar nessas sociedades e países sem o envolvimento inocente das sociedades cristãs.
Por outro lado, a acontecer uma proposta desta natureza terá o condão de clarificar o espaço, definir o terreno e criar a distância necessária do inimigo para que o combate, a existir, possa ser eficaz.
Não é possível a ninguém, combater um inimigo que se encontra misturado na multidão que é composta grandemente por partidários seus. Ou você elimina todos, incluindo os que estão do seu lado, ou elimina todos os contrários mesmo os inocentes ou então não consegue deter ninguém e se transforma também em vítima.
Por este meio, ficando o mundo cristão liberto desses grupos, se tornará possível uma política de segurança que realmente impeça ataques á integridade física das suas sociedades e que faça o controle das sociedades islãmicas e da sua evolução.
Será possível a manutenção do comércio com essas sociedades islâmicas, mantendo contudo uma separação física dos povos, até um futuro ainda distante em que pela sua transformação real, se torne possível um convívio harmonioso delas com o resto do mundo.
O tempo, dirá ...
e ai entre no nosso blog, eles são:
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É uma infelicidade que se esqueçam que o nascimento do Estado de Israel se deveu a um movimento terrorista, a Mossad, que para conseguir os seus intentos seguiram pela via do terror contra a potência que dominava a Palestina: a Grã-Bretanha. O terrorismo sionista não pode ser elevado a um pseudo espírito que Israel chama de PAZ !
Afixado por: José Manuel em novembro 9, 2004 05:42 PMisso é uma vergonha!!!!!!!
Afixado por: osama da silva em novembro 17, 2004 03:46 PMisso é uma vergonha!!!!!!!
Afixado por: osama da silva em novembro 17, 2004 03:46 PM